Entrada de Profissionais

Preparação para o Nascimento

O seu bebé está a chegar... prepare-se e aprenda tudo o que há para aprender nas aulas de Preparação para o Nascimento! Saber mais...

Fisioterapia no Pós Parto

O seu bebé nasceu... A gravidez e o parto já ficaram para trás. O que fazer nesta fase? Fisioterapia no Pós Parto irá ajuda-la! Saber mais...

Actualizado em:
Sexta, 20 Agosto de 2010 (14h47)

Grupo de Interesse de Fisioterapia na Saúde da Mulher

Quem somos?...
Intervenção em oncologia

A intervenção do fisioterapeuta nas condições de cirurgia oncológica na mulher.

O carcinoma da mama continua a ser o tumor maligno mais frequente no sexo feminino. Uma em cada dez mulheres poderá desenvolver cancro de mama ao longo da vida. O prognóstico do carcinoma da mama depende sobretudo do estadio da doença, pelo que o diagnóstico precoce é muito importante.

O exame clínico, efectuado por profissionais ou o auto-exame, realizado pela própria doente, constituem um elemento essencial no diagnóstico da doença. O cancro de mama é o mais frequente no sexo feminino e a terapêutica passa, frequentemente, pela cirurgia, Radioterapia, Quimioterapia ou Hormonoterapia.

Há vários problemas clínicos que podem surgir secundariamente às terapias oncológicas:

  • Diminuição das amplitudes articulares.
  • Diminuição da força muscular.
  • Alteração do estado emocional.
  • Alterações posturais.
  • Alterações da sensibilidade.
  • Desenvolvimento de linfedema.
  • Aderências da parede torácica.
  • Dor.

Após a cirurgia ao cancro de mama, o fisioterapeuta poderá ajudar na:

Recuperação funcional:
Actua na melhoria da função do membro superior do lado operado e na mobilidade da pele e das cicatrizes, assim como na prevenção e resolução de complicações secundárias à cirurgia como a perda de sensibilidade e o linfedema.

Recuperação psicossocial:
Ajuda a doente e a família a aceitar a doença e a perda da mama, a viver com os seus medos e ansiedades sobre a morte e a valorizar a aparência física e a sexualidade.

Recuperação estética:
Prepara e melhora o resultado estético na reconstrução mamária.

Recuperação ocupacional/vocacional:
Ensina a doente a ter um novo comportamento com o braço do lado operado, de forma a prevenir o aparecimento de linfedema e infecções subcutâneas.

O fisioterapeuta deve ter a preocupação de se inteirar sobre a situação profissional da doente de forma a poder aconselhá-la sobre algumas adaptações a realizar. Deve também dar a conhecer à doente os benefícios fiscais a que tem direito.

O desenvolvimento de linfedema é uma complicação que surge frequentemente após uma cirurgia oncológica com esvaziamento ganglionar. O fisioterapeuta desempenha um papel fundamental no seu tratamento.

Mas porque aparece o linfedema depois de uma cirurgia do foro oncológico com esvaziamento ganglionar?

Durante o acto cirúrgico, vai haver uma destruição e remoção de várias entidades linfáticas (esvaziamento ganglionar). O sistema linfático vai adaptar-se para compensar a ausência dessas estruturas mas, muitas vezes, essa adaptação não é suficiente para impedir o linfedema. Uma vez estabelecido, deparamo-nos com um membro aumentado em termos de perímetro e volume. Em alguns casos há limitação da mobilidade articular e da força e, frequentemente, a doente refere alteração da sensibilidade e desconforto no membro afectado.

Prevenção do Linfedema/Infecções Subcutâneas:
Tendo em conta a cronicidade desta condição, o fisioterapeuta pode aconselhar as doentes para os riscos de aparecimento e agravamento do linfedema.

Assim deve evitar:

  • Fazer perfusões no membro afectado;
  • Medir a pressão arterial no membro afectado;
  • Aplicação de calor no membro afectado;
  • Acupunctura no membro afectado;
  • A apanhar sol na área afectada;
  • Efectuar trabalhos pesados;
  • Fazer desportos intensos;
  • Traumatismos, queimaduras, picadas de insectos;
  • Usar anéis, relógios ou mangas apertadas;
  • Dormir sobre o lado operado;

Tratamento do Linfedema A fisioterapia desempenha um papel fundamental na recuperação e tratamento de casos de linfedema através da Terapia Linfática Descongestiva (T.L.D.).

A Sociedade Internacional de Linfologia e o Grupo Europeu de Linfologia propõem que o tratamento seja realizado em duas fases distintas:

  • Uma primeira fase, de redução, onde ocorre a regressão máxima do volume e do perímetro do membro afectado;
  • E uma segunda fase, de manutenção, que visa manter os efeitos obtidos na fase de redução ao longo do tempo.

São várias as técnicas utilizadas pelo fisioterapeuta na T.L.D. durante as duas fases:



A fim de obter mais informações não hesite em contactar a  Associação Portuguesa de Fisioterapeutas através do site do seu Grupo de Interesse em Fisioterapia na Saúde da Mulher.

Se procura  um fisioterapeuta habilitado a tratar situações oncológicas junto de si, procure no mapa de "Localização de profissionais", fisioterapeutas especializados em condições oncológicas, assinalados pela sigla (DL).

 

© 2004 - 2010 GIFSM - Grupo de Interesse de Fisioterapia na Saúde da Mulher, by Oliver