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FISIOTERAPIA RESPIRATÓRIA
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| Definição |
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Intervenção no âmbito da fisioterapia, que
utiliza estratégias, meios e técnicas de exame e tratamento, não-invasivas, que têm como objectivo
a optimização do sistema de transporte de O2, contribuindo assim para prevenir, reverter ou
minimizar disfunções a esse nível, promovendo a máxima funcionalidade e qualidade de vida dos
utentes.
A Intervenção do Fisioterapeuta em utentes
com disfunção cárdio-respiratória ou em risco de as desenvolver, baseia-se no seu Exame,
Diagnóstico, Tratamento e Avaliação dos resultados. Para atingir os seus objectivos o
Fisioterapeuta utiliza técnicas manuais e/ou instrumentais, o exercício, o posicionamento, a
educação e o aconselhamento.
Adaptado de: Frownfelter, D.; Dean, E. (2006). Cardiopulmonary and pulmonary physical therapy : evidence and practice (4th
ed.). St. Louis: Mosby.
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| Modelos
orientadores |
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O esquema dos
componentes ventilatório-cardiovascular-metabólico subjacentes ao transporte de oxigénio
(Wasserman K et al, 1987), juntamente com o modelo bio-psico-social
subjacente à CIF (Classificação Internacional
da Funcionalidade, Incapacidade e
Saúde - OMS
2001), constituem actualmente os modelos de referência para
a intervenção do fisioterapeuta na área cardio-respiratória (fig. 1 e 2), permitindo uma
actuação onde são contempladas as funções e estruturas corporais e as suas deficiências, o nível
de actividade e participação e as suas limitações e restrições, assim como os factores
contextuais (pessoais e ambientais) que poderão ser barreiras ou facilitadores da
intervenção.

Fig. 1 -
Esquema dos
componentes ventilatório-cardiovascular-metabólico acoplado ao transporte subjacente
de oxigénio (adaptado de Wasserman et al, 1987)

Fig. 2 -
Componentes
da Classificação Internacional da Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (OMS, 2001)
Estes modelos evidenciam a
necessidade do fisioterapeuta que intervém nesta área, possuir um conhecimento aprofundado das
componentes ventilatória, cardio-vascular e metabólica envolvidas no transporte de O2 e remoção do CO2 e da sua complexa interacção, dos
défices que podem ocorrer pela presença de patologia e/ou estilos de vida pouco saudáveis, assim
como das suas repercussões sobre a funcionalidade do indivíduo.
Deverá ser com base nestes
referenciais que o fisioterapeuta deverá intervir no sentido de prevenir (ex. contribuir para
adopção de estilos de vida mais saudáveis como praticar actividade física regular, evitar o
hábito tabágico e contribuir para a sua cessação), tratar ou minimizar os problemas que
contribuem para os défices do transporte de O2 e as suas consequências (ex. aumentar
a tolerância ao exercício, reduzir a dispneia, aumentar a capacidade funcional), ou
compensar esses problemas quando estes se tornam irreversíveis (ex. adaptação à VNI, estratégias
de conservação de energia na realização das AVD´s).
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| Raciocínio clínico e factores que
influenciam o processo de tomada de decisões |
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O raciocinio
clínico e a tomada de decisões são aspectos fundamentais na prática clínica da fisioterapia. O
raciocínio clínico é considerado um fenómeno complexo e multidimensional, pelo qual os
fisioterapeutas desenvolvem uma compreensão aprofundada do doente e dos seus problemas como
base para a sua tomada de decisões e acção (Edwards et al 2006, Higgs et al 2006). Entre as
características do raciocínio clínico dos fisioterapeutas contam-se um conhecimento dinâmico
baseado na prática e o uso de estratégias cognitivas como o raciocínio hipotético-dedutivo e
padrão de reconhecimento. Estes processos de raciocínio são usados para tomar decisões sobre o
diagnóstico e tratamento e os fisioterapeutas fazem também uso de estratégias de raciocínio
colaborativo e narrativo para compreender melhor a interpretação que os doentes têm da sua
experiência de doença e para negociar a intervenção (Rivett & Higgs 2007, Edwards et al
2004).
O processo e as estratégias de
raciocínio utilizadas pelos fisioterapeutas na área cardio-respiratória, assim como os factores
que as influenciam, não está ainda muito bem estudado, mas pelos resultados
do estudo de Smith et al realizado em contexto de prestação de cuidados em condições agudas
(fig 3) podemos constatar que são múltiplos e revelam a complexidade do processo de tomada de
decisões.

Fig. 3 -
Modelo dos
factores que influenciam a tomada de decisões em cuidados de fisioterapia
cardio-respiratória em situações agudas (traduzido de Smith M, Higgs J, Ellis E 2007 , p. 265)
Compreendendo e identificando melhor os factores que têm impacto (positivo ou
negativo) sobre a tomada de decisões, poderemos melhorar as nossas competências e resultados
obtidos. Um exemplo referido por os autores deste estudo, cuja leitura aconselhamos vivamente, é o
do excesso de trabalho e o tempo limitado para intervir, que impede um pensamento analítico, a
resolução efectiva dos problemas, monitorização das suas acções ou a consulta de outros
colegas/profissionais.
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| O processo da
fisioterapia |
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Processo
(no latim procedere é o verbo que indica a ação de avançar, ir para frente
(pro+cedere) - é o conjunto sequencial e peculiar de ações que objetivam atingir uma
meta), ou significa ainda "modo de fazer uma coisa;
norma; método; sistema" (in dic Porto
Editora).
A intervenção em fisioterapia tem assim um processo que
é comum a qualquer área ou contexto de prática clínica. É composto por 5
elementos (fig. 4), organizados de forma a optimizar os resultados. O exame,
avaliação, diagnóstico e prognóstico fazem parte do
processo que permite ao fisioterapeuta determinar qual a
intervenção/tratamento mais apropriado para atingir os
resultados desejados pelo doente/cliente.

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