A fisioterapia respiratória em crianças com
patologia respiratória aguda (ex. bronquiolite e outras infeções respiratórias, atelectasia) e
crónica (fibrose quística, asma, displasia broncopulmonar, doenças neuromusculares) é uma prática
comum quer em meio hospitalar, quer em clínicas ou no domicilio. Em algumas condições a
recomendação para a intervenção de fisioterapia não é clara ou consensual, e há muitas vezes
ausência de critérios que definam objetivamente se determinadas técnicas de fisioterapia podem
ser contraproducentes em determinadas situações.
Independentemente da importância que tem o
conhecimento sobre as técnicas (evidência, mecanismos de atuação, efeitos, indicações,
contraindicações) e a capacidade de as executar corretamente, a forma como cada criança com
determinada condição clínica reage ao estímulo a que está a ser sujeita é diferente, condicionando
a que muitas vezes, mesmo com "indicação" adequada, possa haver agravamento da condição clínica,
caso o fisioterapeuta não esteja atento/alerta para sinais clínicos importantes, que permitam
que decida não intervir, interromper a sua intervenção ou ajustar a mesma de forma a que
ela resulte em benefício para a criança e não o contrário.
Nunca é de mais lembrar que
os fisioterapeutas não tratam doenças mas sim doentes, e não aplicam "protocolos cegos" de
técnicas, sem avaliarem/monitorizarem se na verdade produzem o benefício esperado. Conhecer os
"sinais de alerta" indicadores do nível de gravidade de uma condição clínica é primordial para uma
prática clínica que se quer em primeira instância segura e sem riscos, sobretudo quando se tem
pouca experiência.
• Internato Complementar
de Pediatria Médica no Hospital de Santa Maria - 1987-92
• Assistente Hospitalar de
Pediatria com funções na Unidade de Cuidados Especiais Pediátricos no Hospital de Santa Maria -
1992-96
• Assistente Hospitalar de
Pediatria no Hospital Fernando da Fonseca com funções de Responsável pela Unidade de Cuidados
Intensivos Pediátricos - 1996-02
• Assistente da Cadeira de
Pediatria II da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa - 1999-08
• Chefe de Serviço
Responsável pela Unidade Autónoma da Urgência e Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos do
Departamento de Pediatria do Hospital Fernando Fonseca - 2003-atual
• Direcção da Secção de Pediatria Social da
Sociedade Portuguesa de Pediatria - 2010
Fisioterapeutas que
intervém em crianças com patologia respiratória, em contexto hospitalar/clínicas/domiciliário, que
pretendam conhecer melhor os sinais clínicos e outros dados de exames, essenciais
para reconhecer o nível de gravidade de uma condição clínica.
O cursopretende
dotar os formandos com competências que lhes permita reconhecer os sinais de alerta de
gravidade de uma condição clínica.No final do curso, é
expectável que os formandos tenham adquirido conhecimentos que lhes permitam:
(i) conhecer a clínica e
semiologia clínica da insuficiência respiratória
(ii) conhecer a clínica e
semiologia da instabilidade hemodinâmica;
(iii) conhecer os
dados dos exames laboratoriais (relevância á gasimetria) na
doença respiratória
(iv) conhecer os d
ados imagiológicos na doença respiratória e sua
interpretação, valorizáveis para a intervenção em fisioterapia.
Metodologia, recursos utilizados pelo formador e pelos
formandos
A metodologia será essencialmente expositiva,
com forte componente interactivo
O recurso utilizado
será a plataforma de webmeeting "WebEx", que poderá conhecer melhor visualizando um pouco do 1º
Curso.
Esta plataforma permite que assista em tempo
real, via internet, à exposição feita pelo formador, que pode utilizar apresentações em powerpoint,
videos, fazer esquemas num quadro, etc. O formando está numa sala virtual, onde pode ver o formador
via video e ouvi-lo. O formador pode também ver e ouvir os formandos, o que permite uma
interatividade em tempo real, como numa sala de aula.
Para que os formandos possam aceder à sala de aula, visualizar os conteúdos e comunicar, necessitam
de ter um computador (de mesa ou portátil) com ligação rápida à internet, sistema de som
(headphones com microfone preferencialmente) e webcam (obrigatória).
Não é necessário instalar qualquer software,
pois tudo se processa via internet. O WebEx apenas precisará de instalar um "plugin" para poder
aceder à plataforma. Tudo se processa de forma automática e apenas precisará de seguir as
instruções que vão sendo dadas pelo aplicativo. Existem aplicações próprias para os dispositivos
móveis que terá que descarregar e instalar previamente.
Depois de se increver receberá um documento
com todas as instruções em pormenor, assim como um e-mail com o dia, hora, link de acesso à sala e
password. Esta informação é pessoal e intransmissível, e só o formando inscrito poderá ter acesso
ao curso. O GIFCR reserva-se no direito de expulsar o formando, se as regras de participação não
forem respeitadas.
Todos os formandos deverão estar presentes na
sala 15 minutos antes do inicio da 1ª sessão, para ouvirem um breve explicação sobre o
funcionamento da plataforma e testarem os recursos. Não são permitidas entradas na sala após o
início da formação.
1. Fisioterapeutas Sócios da APF (com as quotas actualizadas)
2.
Fisioterapeutas portugueses não Sócios da APF
3. Fisioterapeutas não portugueses
No caso de haver para o
mesmo critério de selecção um nº de candidatos superior ao nº de vagas, a selecção será feita por
ordem de chegada da inscrição (data de recepção do e-mail).
O pagamento deve
ser feitosob a forma de transferência
bancária(NIB da
APF0033 0000 00018170041 05| obrigatório
enviar comprovativo da transferência juntamente com a ficha de inscrição ou dados do boletim, para
o e-mailgifcr@apfisio.pt)
Data Limite de
Inscrição: 27de Maio 2012(entre 21 e 27 de Maio deve consultar previamente o GIFCR
para confirmar se existem vagas disponíveis)